<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" version="2.0"><channel><atom:link rel="hub" href="http://tumblr.superfeedr.com/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"/><description>Um pouco de tudo, querendo ser uma coisa só.</description><title>Stéfanie Medeiros</title><generator>Tumblr (3.0; @stefaniemedeiros)</generator><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/</link><item><title>“I wish I wrote the way I thought Obsessively Incessantly With...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/7b7f8b79305775abd89d0ce36d8a87b3/tumblr_mn2s3uR4gZ1qk1el2o1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;“&lt;span class="quote"&gt;I wish I wrote the way I thought &lt;br/&gt;Obsessively &lt;br/&gt;Incessantly &lt;br/&gt;With maddening hunger&lt;br/&gt;I’d write to the point of suffocation&lt;br/&gt;I’d write myself into nervous breakdowns&lt;br/&gt;Manuscripts spiralling out like tentacles into abysmal nothing&lt;br/&gt;And I’d write about you&lt;br/&gt;a lot more&lt;br/&gt;than I should.&lt;/span&gt;”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Benedict Smith &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;“I Wish I Wrote The Way I Thought”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50875455909</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50875455909</guid><pubDate>Sun, 19 May 2013 22:26:18 -0400</pubDate></item><item><title>Tentando tornar Cuiabá um lugar épico.</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/54d87c88cc78dc2386c32fde01a465a1/tumblr_mn2jzppkYn1qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/7c1ca0c4da66b270630e30a90893f057/tumblr_mn2jzppkYn1qk1el2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/a4346d4b9e43feca02abce41d3f9fed4/tumblr_mn2jzppkYn1qk1el2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;Tentando tornar Cuiabá um lugar épico.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50862085516</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50862085516</guid><pubDate>Sun, 19 May 2013 19:30:59 -0400</pubDate></item><item><title>"There’s a thick, stone wall between your great idea and your completed novel. The only way through..."</title><description>“There’s a thick, stone wall between your great idea and your completed novel. The only way through is to write.”&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;Stephen Parolini &lt;/em&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50661455595</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50661455595</guid><pubDate>Fri, 17 May 2013 13:18:10 -0400</pubDate></item><item><title>Photo</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/015092c5b12b5993b25d0a3e48f3b527/tumblr_mk5tqezZh41rmmjowo1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50502334700</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50502334700</guid><pubDate>Wed, 15 May 2013 12:20:21 -0400</pubDate></item><item><title>Araras Eco Lodge consta em guia de associação nacional de hotéis, como "Roteiro de Charme"</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://conceito.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=Pousada_no_Pantanal_ja_consta_em_guia_de_associacao_nacional_de_hoteis_como_Roteiro_de_Charme&amp;amp;id=512"&gt; Matéria publicada no Olhar Conceito, por Stéfanie Medeiros. Clique aqui para ler o texto e ver a galeria de fotos.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;O Brasil e o mundo está de olho no Araras Eco Lodge. A Associação Hotéis Roteiros de Charme é um guia que possui atualmente 59 pousadas, hotéis e refúgios ecológicos em seu roteiros. Para ser considerado um Roteiro de Charme, o estabelecimento precisa fazer a inscrição e ter foco na sustentabilidade e preservação ambiental. A propósito, enquanto a reportagem do &lt;strong&gt;&lt;span&gt;Olhar Conceito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; esteve na pousada, uma equipe do canal de notícias americano CNN fazia uma reportagem para apresentar aos Estados Unidos o Pantanal e explorar os arredores de uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 (Cuiabá).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/9f4c57524ab64edc6f19aadeae908c34/tumblr_inline_mmtjm69RaH1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Sem se inscrever para entrar no guia, a Pousada mato-grossense foi convidado a fazer parte dele, não somente pela prática de harmonia dos hóspedes com o ambiente, mas também pelo uso inteligente dos recursos naturais. Por exemplo: a água usada nas torneiras e chuveiros são tratadas no quintal dos fundos da pousada, por quatro processos diferentes. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Depois que são utilizadas, passam novamente por tratamento para voltar ao ambiente natural sem grandes prejuízos. A água potável também é produzida no estabelecimento e oferecida gratuitamente aos hóspedes. “Nós temos água industrializada também, mas quanto mais água própria oferecermos, menos garrafas de plástico precisam vir para cá. E os hóspedes geralmente tomam a que produzimos aqui”, explicou André.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img alt="image" height="300" src="http://media.tumblr.com/bc7b5912be50d969a32378628a50e200/tumblr_inline_mmtjteHg2k1qizsn8.jpg" width="350"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Os banhos quentes são provenientes dos tetos solares instalados ao longo dos quartos. Já o lixo orgânico vira adubo ou comida dos porcos criados na fazenda Passo da Ema, também parte da pousada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img alt="image" height="300" src="http://media.tumblr.com/1300ed78b078db8a8d3e8de8855083f5/tumblr_inline_mmtjpq2pW41qizsn8.jpg" width="200"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;strong&gt;COMO SURGIU O ARARAS ECO LODGE&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Em volta dos caminhos de pedra que levam aos quatros com decoração simples e rústicos, estão a grama, e mais abaixo os pequenos lagos que ficam inundados na época de cheia. São no total 2.760 hecatres que constituem a pousada Araras Eco Lodge, que também conta com uma fazenda mais afastada onde as pessoas podem imergir ainda mais no Pantanal.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Quando a reportagem foi a este estabelecimento mais afastado para participar das atividades de canoagem, as araras e pica paus de cabeça vermelha ficavam na janela, ansiosos para pegar uma migalha de pão ou bolo. Uma das aves até tentou entrar no salão, e ficou pendurado na tela observando a comida. Um jacaré imóvel fazia seu papel de modelo paciente para os turistas impressionados. Isto tudo ao lado da casa de madeira, a menos de um metro de distância das pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No café da manhã de domingo (12), os hóspedes saborearam suas bebidas ao som da chuva, na companhia de um veado pantaneiro, que andando de um lado para o outro, era observado com admiração e fotografado incessantemente. Alguns pássaros estavam tão acostumados com os hóspedes que ficavam a poucos centímetros de distância das pessoas antes de saírem voando com manteiga, pão ou um pedacinho de bolo pendurado no bico.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;A história do Araras Eco Lodge começa há quase um século, na época em que o garimpo começou a perder força, e por isto as pessoas vieram para o Pantanal criar gado. A ocupação, ao contrário da maioria, começou do norte e foi descendo para o sul, e a terra era dividida ou unida com o casamento destas famílias.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Uma destas uniões agregou sob o comando de um casal cerca de 36 mil hectares, incluindo a área onde hoje é localizada o Araras Eco Lodge. Um dos seis filhos deste casamento, chamado Vicente, ganhou uma parte da grande fazenda, onde construiu o que era inicialmente a sede da pousada. Estes cômodos são hoje os quatros 13, 14 e 15 e conservam sua estrutura original.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para completar a história do Araras Eco Lodge, temos que voltar um pouco e focar em André, que começou a se interessar por eco turismo desde cedo, aos 17 anos. Em um primeiro momento, Thuronyi não trabalhava com uma sede fixa: morava no Rio de Janeiro, mas tinha um escritório em Bruxelas, na Europa, onde oferecia mais de cem rotas para turistas estrangeiros em Corumbá, Cuiabá, Santarém, Manaus e Belém.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Estes passeios eram feitos com jipes, barcos ou cavalos, e os turistas acampavam no local. “Hoje eu estou bem mais mocinho do que antes. Eu passava duas temporadas inteiras acampando, ia para os lugares só a cavalo, de jipe ou de barco”, disse. Neste época, em 1947, André teria recusado-se a comprar uma pousada ou local fixo para realizar os passeios.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Felizmente para o Araras Eco Lodge, os funcionários de André, sem pedir sua autorização, arrendaram o que já eram dez quartos construídos por Vincente. “Eles nem me pediram, porque sabiam que eu ia dizer não. Na época nós só arrendamos, porque não tínhamos recursos para comprar, reformar ou fazer publicidade”.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Mas com o crescimento do Eco Turismo, o Pantanal começou a ganhar visibilidade. Em 66 anos, de nenhuma pousada, a região agora possui 70 estabelecimentos, cada um oferecendo diferentes atividades e focando em um aspecto diversificado da natureza pantaneira. O Araras Eco Lodge, por exemplo, não trabalha com pescaria. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Por conta de sua beleza conservada, protegida e de certa forma intocada, só observada, os arredores que fazem parte do Araras Eco Lodge já foram palcos de diversas novelas, filmes e documentários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50469798603</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50469798603</guid><pubDate>Tue, 14 May 2013 22:51:00 -0400</pubDate></item><item><title>Araras Eco Lodge, Pantanal, 10 a 13 de maio de 2013.
Fotos:...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/e57670930849bec6d66877ce47696226/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/958f4648c6f5ac0ea4168b67e550e96f/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/0f88a5bfb15e03ba5ec56544da1f8566/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/135596495ac9855c8c08d8e87e939289/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/a1db5b53d35b4f786663dab0a9048cdb/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o5_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/3e3afe4c30afe8764016de11596df9d7/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o6_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/841a04f08551e7997443f6f20a1ec71b/tumblr_mmt4ihW7F81qk1el2o7_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;Araras Eco Lodge, Pantanal, 10 a 13 de maio de 2013.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fotos: Stéfanie Medeiros.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50444521670</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50444521670</guid><pubDate>Tue, 14 May 2013 17:18:09 -0400</pubDate></item><item><title>No Araras Eco Lodge visitantes 'enfrentam' sua própria natureza e harmonizam com a fauna e flora</title><description>&lt;p&gt;&lt;a href="http://conceito.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=No_Araras_Eco_Lodge_visitantes_enfrentamnatureza_interior_e_interagem_com_fauna_e_flora&amp;amp;id=510#!prettyPhoto"&gt;Matéria publicada no Olhar Conceito, por Stéfanie Medeiros. Clique aqui para ler o texto e ver a galeria de fotos.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/c47ebf173798e39a3d2aaddfae8b1219/tumblr_inline_mmt3egWFPy1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;(foto Arara Azul: Jardel Arruda)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;No meio da mata nativa e dos animais selvagens, muitas pousadas se propõem a trazer um pedacinho da cidade para o Pantanal, um lugar onde as pessoas possam observar a beleza natural sem sair da sua zona de conforto. Este é o oposto do que quer o Araras Eco Lodge, ou seu proprietário, André von Thuronyi, 58 anos. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;“Aqui nós somos naturalistas”, disse André; “Nossa proposta é o reencontro consigo mesmo através da natureza. Porque isso aqui é a verdade, nós todos viemos da natureza, mas de alguma forma estamos nascendo no concreto. Aquilo [cidade] não é real. É aqui que a gente se reencontra”.&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/75c8a8953a551ac0ec1288074a7636b3/tumblr_inline_mmt3h4tilF1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;(Foto Thuronyi: Stéfanie Medeiros)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br/&gt;Os brejos, árvores, vegetação aquática e animais estão onde sempre estiveram: o Pantanal não teve que se adaptar a pousada, e sim o hotel se adequou ao Pantanal, incorporando em sua estrutura tanto a flora, quanto a fauna do local. Ou melhor dizendo: o Araras Eco Lodge passou a ser uma das milhões de formas de vida que habitam nosso rico ecossistema pantaneiro.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Às cinco da manhã, grupos de hóspedes já estão acordados andando pelas trilhas, visitando as torres e interagindo de forma harmônica com os animais. Durante o dia, o movimento no gramado e caminhos de pedras do hotel são usados tanto por pessoas, quanto por capivaras, pássaros, veados pantaneiros e demais moradores da região. “As pessoas falam pra mim: ‘você é naturalista, mas faz isso, faz aquilo. Todas as figuras que se destacam são controversas. Eu acredito que para preservar uma grande quantidade de terra, é preciso ceder uma pequena porção”, disse Thuronyi.&lt;br/&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/1d8465c45cc5f81e405fcf96afef424b/tumblr_inline_mmt3kefN1y1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;em&gt;(Foto: Stéfanie Medeiros)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Mas é como se a pequena porção de terra cedida tivesse se integrado a rotina dos animais. Os que caçam a noite geralmente convivem com grupos ampliando sua visão no escuros pelas trilhas. Dividem o espaço com pessoas que falam diferentes línguas, que os admiram e que, de certa forma, passaram a fazer parte do Pantanal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;POLÍTICAS DE PRESERVAÇÃO E HARMONIZAÇÃO AMBIENTAL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;Thuronyi, já instalado no Araras Eco Lodge há 23 anos, evita trazer para o Pantanal interruptores da harmonia vigente na região. Por exemplo, ele não tem cachorros em sua propriedade, e afirma que não são bem vindos. “Eles atrapalham com o equilíbrio do lugar e causam distúrbios no ecossistema”, explicou para um grupo de hóspedes.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Na entrada principal da sede da pousada, sem saber exatamente quais seriam os resultados, André plantou uma fileira de coqueiros. E além dos frutos, as consequências foram belas, e ligeiramente barulhentas: uma colônia de papagaios instalou-se nas árvores, protegendo-se pela convivência em grupo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/8060a0a9d8d6b563434a88a2f2a56d3c/tumblr_inline_mmt3q1KLhX1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;em&gt;(Foto: Jardel Arruda)&lt;/em&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Outro investimento, necessário para a conservação da espécie e uma das “atrações” preferidas dos turistas, tanto estrangeiros quanto brasileiros, são as araras azuis. Um dos casais desta ave vive na propriedade de André, e já teve um total de 18 filhotes, sendo que quatro deles sobreviveram com certeza. &lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Um dos desafios para que a espécie multiplique-se é diminuir a mortalidade dos filhotes. Como o ninho das araras azuis são pequenos para que dois recém-nascidos cresçam juntos, o irmão mais forte joga o mais frágil para fora do ninho. O sobrevivente fica aos cuidados dos pais por 18 meses.&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;Para tentar resolver este problema, André colocou em três árvores casinhas de um material especial com espaço suficiente para três filhotes. Desde então, as aves passaram a cuidar de até dois filhotes ao mesmo tempo. No entanto, a natureza é dinâmica, e um formigueiro, e em seguida uma jaguatirica, foram os responsáveis pela morte de dois dos bebês azuis. Por isso é possível ver nas árvores onde as araras têm seus ninhos uma faixa de ferro e um fio coberto de graxa no tronco: para evitar predadores desta espécie em extinção.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50443596045</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50443596045</guid><pubDate>Tue, 14 May 2013 17:06:34 -0400</pubDate></item><item><title>9:50 da manhã, 12 de maio de 2013:
Stéfanie escrevendo, e bambi...</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/906d75a184bdbfa75665c7fc75989d27/tumblr_mmouh4IzHH1qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/ecb0e7308d42e5a60c8382ff09ade69d/tumblr_mmouh4IzHH1qk1el2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;9:50 da manhã, 12 de maio de 2013:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Stéfanie escrevendo, e bambi pantaneiro ao lado comendo a comida dos pássaros.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50256781227</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50256781227</guid><pubDate>Sun, 12 May 2013 09:51:04 -0400</pubDate></item><item><title>Café, Pantanal, entrevistas, escrita e Manoel de Barros.</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/6cf8c6b3bf8a1e5ea27251cb4db653f4/tumblr_mmorpeogC41qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Café, Pantanal, entrevistas, escrita e Manoel de Barros.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50253755856</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50253755856</guid><pubDate>Sun, 12 May 2013 08:51:13 -0400</pubDate></item><item><title>"You’ve gotta keep control of your time, and you can’t unless you say no. You can’t let people set..."</title><description>““You’ve gotta keep control of your time, and you can’t unless you say no. You can’t let people set your agenda in life.””&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;Warren Buffett, on &lt;a href="http://www.fastcompany.com/3009536/leadership-now/why-productive-people-have-empty-schedules"&gt;why productive people have empty schedules&lt;/a&gt; &lt;/em&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50095360079</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50095360079</guid><pubDate>Fri, 10 May 2013 12:22:33 -0400</pubDate></item><item><title>Quando for para o Pantanal, leve sempre um dicionário Manoelês...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/bb21d1f4fe4c2d23e321f7613c0bc53e/tumblr_mml9n5fZ4K1qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt;&lt;br/&gt;&lt;p&gt;Quando for para o Pantanal, leve sempre um dicionário Manoelês para quando seu lirírismo e vocabulário poético não conseguir traduzir a beleza local. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de visitar as palavras e ver o lugar, a gente entende Manoel melhor que nunca.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50092723263</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50092723263</guid><pubDate>Fri, 10 May 2013 11:28:17 -0400</pubDate></item><item><title>Sujeito sedentário ataca de novo.</title><description>&lt;p&gt;Bom, só pra constar: sujeito não abandonou a academia. Na verdade, sujeito foi na academia todos os dias essa semana! Só não vai no sábado, porque felizmente sujeito vai rever as belezas sobre as quais Manoel de Barros escrevia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/08b52cd0eeb0eed64e890994eb1175e2/tumblr_inline_mmkctvGb4G1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas estar na academia gera um grande problema: apesar de ter emagrecido nos últimos três anos, sujeito não se importaria de perder mais alguns kilos. Só que exercícios dão muita fome, malhar mais ainda. Até que as dores musculares estão amenas, já passando, mas a fome fica maior a cada dia. Isso é um problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Prova disso são as panquecas, os hamburgers, etc&amp;#8230;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/854e3c29c2f4058aaf0c6264b4d27880/tumblr_inline_mmkd0kVD2d1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;strong&gt;Para a massa&lt;/strong&gt;&lt;br/&gt;Farinha de trigo, 1 ¼ xícaras&lt;br/&gt;Açúcar, 2 colheres (sopa)&lt;br/&gt;Fermento em pó, 3 colheres (chá) &lt;br/&gt;Ovos, 2 unidades&lt;br/&gt;Leite, 1 xícara &lt;br/&gt;Manteiga derretida, 2 colheres (sopa)&lt;br/&gt;Sal, a gosto&lt;br/&gt;Óleo para untar&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/1a43188c2bf86cebf9e9d4db2a10011b/tumblr_inline_mmkd16Noky1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/ba5221cc613d162ed81141244574c8c0/tumblr_inline_mmkd1pjzuH1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O lado bom disso tudo é que eu estou ficando mais tranquila na hora de parar por muito tempo pra ler e escrever. Estes dias têm sido muito bons pra escrita. Não pro meu estômago, que hoje sofreu por causa do abuso de café.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/f60a426b5eeea26a30877342b2f81173/tumblr_inline_mmkd4dWZJb1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/3581650a69496ef0c92628b1c104838c/tumblr_inline_mmkd52uYVq1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50066503823</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50066503823</guid><pubDate>Thu, 09 May 2013 23:46:00 -0400</pubDate></item><item><title>Stéfanie loooooves to travel &lt;3</title><description>&lt;p&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/b751a87d6cdffbd4c2f90b00e33f9f3a/tumblr_inline_mmkckoO7YE1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50065835439</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50065835439</guid><pubDate>Thu, 09 May 2013 23:36:05 -0400</pubDate></item><item><title>"It takes courage to grow up and become who you really are."</title><description>““It takes courage to grow up and become who you really are.””&lt;br/&gt;&lt;br/&gt; - &lt;em&gt;E.E. Cummings &lt;/em&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50055929051</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50055929051</guid><pubDate>Thu, 09 May 2013 21:29:07 -0400</pubDate></item><item><title>História por trás da história</title><description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/d74f7740ab0c55ca9001751663b16ea1/tumblr_inline_mmjobm1j4V1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Mesmo assim, depois de alguns meses naquela rotina de jornal diário, a frustração começa a bater e a gente busca todos os meios possíveis para se distrair. Para mim, isso consistia em chegar em casa e olhar sites de humor e curiosidades, como o 9gag. E foi exatamente neste site que a ideia para a  matéria “conte sua história por um real” surgiu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Do primeiro dia em que pisei na redação do jornal Diário de Cuiabá até o último, quando decidi sair, o mais difícil sempre foi pensar em uma pauta. As matérias diárias não precisavam de muito esforço criativo, mas sempre requisitavam muito suor. Mas ao contrário de muita gente iniciando na carreira de repórter, tive a sorte de ter editores que encorajavam o outro tipo de matéria: as especiais. Eles diziam que não tinha problema se fosse demorar um mês para apurar ou que eu iniciasse o texto com uma citação do livro “Madame Bovary” (Gustave Flaubert, 1856): se a matéria fosse boa, devia ser feita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em uma foto postada no site, um homem sentado no meio fio segurava uma placa de papelão onde estava escrito “one penny for your story” (um centavo por sua história). Achei uma ideia legal e criativa e pensei que seria algo interessante de se fazer em Cuiabá. Ver o que as pessoas que transitam diariamente pelas praças carregam consigo e o que a cidade exala todos os dias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;A ideia ficou guardada em mim por um bom tempo, pois não achei que seria possível fazer uma matéria desse tipo em um jornal. E quando, na reunião de pauta, a editora de cidades, Caroline Rodrigues, me perguntou se eu tinha alguma sugestão, fiquei hesitante em dizer pela milionésima vez “não, não pensei em nada”. Então, ao invés disso, disse:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;-Bom, tenho uma ideia, mas acho que não dá pra fazer aqui&amp;#8230;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;No que Carol, como a chamamos, logo me questionou sobre o que era e o porquê eu achava que não dava pra fazer. Segundo ela, era uma boa ideia que poderia ser colocada em prática sim, mesmo em um jornal diário. Anselmo, o editor chefe, também encorajou essa matéria. Para ele, o jornalismo diário deveria ser sempre criativo e inovador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Eu fiquei impressionada por um menino tão jovem ter contado uma história já trágica de forma tão natural para dois estranhos. E pelo olhar que Guilherme me lançou, ele  compartilhava da minha opinião. Com o relato de Bruno, comecei a ficar animada e pensar que esta pauta daria certo, no final das contas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois de alguns dias, decidimos que eu e o fotógrafo Guilherme Silveira iríamos para as praças do centro da cidade  para realizar a matéria. Guilherme, também novo na profissão, empolgou-se com a ideia e ajudou a dar a ela a forma que teve.  Pegamos cerca de trinta reais na redação e fomos para a praça da República, onde, de início, ficamos sentados sem ter certeza do que fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Estávamos sentados há cerca de quinze minutos quando o primeiro contador de histórias veio sentar-se ao meu lado.  O nome dele era Bruno . Tinha 17 anos. Era usuário de drogas e, para sustentar o vício, já tinha assaltado pessoas três vezes. Mas com naturalidade e simpatia, estava na praça aquela tarde vendendo meias, na tentativa de mudar de vida. Quando terminou seu relato, Bruno pegou sua moeda de um real, retribuiu com um sorriso e foi sentar-se em outro lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Mudamos de lugar. A maioria das pessoas simplesmente olhava a placa de papelão, trocavam olhares e sorriam, mas não paravam para conversar. Algumas atiravam uma pergunta apressada em nossa direção, mas se acanhavam quando pedíamos a história. Mas aos poucos as pessoas foram se acostumando com a nossa presença e sentavam-se ao nosso lado para contar algum caso inusitado ou situação marcante de suas vidas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;No entanto, a todo momento tínhamos que nos fazer presentes. Algumas pessoas, por mais que quisessem falar, precisavam de um empurrãozinho. Foi o caso da história que, para mim, foi a mais significativa: a do picolezeiro José Burdelake. Um de seus companheiros de ponto, um vendedor de frutas, nos disse que o senhor José tinha uma história que nos faria chorar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Fomos atrás do senhor Burdelake, que falou de todos os jeitos que a história não daria para ser contada daquele jeito, que era muito comprida, que era muito triste, que era     muito isso e muito aquilo. Ao mesmo tempo, enquanto ele dava desculpas, contava partes da história, que acabou relatando por inteira, com muito humor e simpatia. Foi uma figura muito marcante. E quando desatou a falar, não parou mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois de passar cerca de duas horas nas praças, já sabíamos o que devíamos fazer: mudar sempre de lugar, olhar as pessoas nos olhos e as vezes dar um empurrãozinho para que deixassem a timidez de lado. Por isso fiz algo que não costumo fazer nas matérias do dia a dia: gravar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Geralmente, prefiro escrever o que as pessoas falam. Aquele dia, no entanto, era necessário andar de um lado para o outro, fazer as entrevistas em pé, segurando vários objetos ao mesmo tempo. E mais que isso: as pessoas precisavam do contado visual para se abrir com estranhos. Precisavam sentir que estava sendo ouvidas. Muitas pegavam o gravador da minha mão e deixavam ele perto da boca enquanto falavam. Outros preferiam que eu segurasse o objeto perto deles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;De todas as pessoas que entrevistamos, nem todas queiram o dinheiro. Parte dos entrevistados queriam apenas falar, compartilhar seus problemas ou buscar ajuda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Queria que as histórias chegassem ao leitor da mesma forma que chegaram a mim: com a espontaneidade que foram contadas, o vocabulário descontraído e refletindo a personalidade sempre contagiante de seus donos. Por isso, entre aspas, transcrevi exatamente o que cada pessoa falou, corrigindo somente os erros gramaticais que ficariam difíceis de se entender no papel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Às 18 horas, depois de cerca de quatro horas andando pelas três praças do centro, voltamos para a redação, de onde fui direto para casa, sem escrever uma linha. Passou-se três dias sem que eu trabalhasse as entrevistas, até que eu e a editora Carol sentamos para planejar como seria a matéria. E o que ficou combinado: um abre de 50 linhas, explicando o que foi feito aquele dia, mais três histórias de minha escolha, com 30 linhas cada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;A seleção das histórias que seriam publicadas foi a parte mais difícil, e também a mais divertida. Todas as histórias eram boas, mas algumas tinham um charme a mais.  Escrevi a matéria de madrugada, e ria sozinha reouvindo os relatos. Queria publicar todas, mas tinha algumas preferidas. Mesmo assim, passavam da cota combinada. Até que me decidi pelas seguintes histórias: a do picolezeiro José Bauderlake, que mais me marcou, a do jardineiro Siberino Santino Calixto, tragicamente engraçada pela humildade e bom humor com que foi contada, e a do vendedor Reginaldo Bonifácio da Silva, a quem tinha prometido ajuda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O texto em que deveria contar minha experiência aquela tarde foi revisado linha por linha com a editora. E foi reescrito duas vezes. A matéria foi publicada no final de semana seguinte a sua conclusão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;As histórias que não foram publicadas continuam guardadas nos arquivos de áudio em meu computador. Há também uma lista com o nome de todos os entrevistados em uma agenda, com várias rabiscos de quando eu estava lutando para escolher as três que seriam publicadas. Os planos para elas são muitos, mas todos incertos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50026627175</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50026627175</guid><pubDate>Thu, 09 May 2013 14:50:43 -0400</pubDate></item><item><title>Perfil J. A.</title><description>&lt;p&gt;Escondida em um dos cantos do jornal americano “The New York Times”, uma trágica notícia, que para muitos passou despercebida, chamou a atenção do jornalista Truman Capote. Em um estado longínquo, o repórter Jardel Arruda também notou fatos que seriam material perfeito para a grande reportagem que queria fazer. Há uma distância de 7.312 Km um do outro, e com 54 anos separando seus feitos, os dois pretendiam a mesma coisa: arrumar as malas, apurar todos os fatos in loco e fazer história.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Apesar das semelhanças em suas trajetórias na corrida pelos fatos, uma diferença marcante se apresentou logo de início: Ao revelar aos seus editores que gostaria de ir para Holcomb, Kansas, cobrir a morte da família Clutter, Capote recebeu todo o apoio logístico que a revista New Yorker poderia lhe oferecer. Jardel, ao fazer o mesmo em Cuiabá, Mato Grosso, não apenas recebeu uma negativa, mas teve que passar por longas discussões até que seus superiores entendessem suas intenções e a importância do que queria fazer. Com meio entendimento e um concessão forçada, teve que bancar a viagem toda, que por isso mesmo durou muito menos do que o planejado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Logo de início seus nervos foram testados ao extremo: quando chegou ao banco, duas horas antes de o ônibus que o levaria a Alto da Boa Vista sair, viu na sua conta corrente algo que o preocupou: tinha dinheiro suficiente para a passagem, e nada mais. Seu salário estava atrasado, e sem ele, não teria onde se hospedar, não teria dinheiro para comprar comida e nem para se transportar de um lugar para outro. Felizmente, estava acompanhado neste momento por parentes, que sacaram o necessário para que ele se mantesse no interior por duas semanas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Passado o susto inicial, pode embarcar tranquilamente. No entanto, a ansiedade de chegar logo e o medo de não conseguir fazer o que queria não o deixaram dormir aquela noite. Em algum lugar entre os 1.100 Km que separavam Cuiabá de Alto da Boa Vista, Jardel eventualmente adormeceu, acordando em intervalos regulares durante as 22 horas de viagem. A principio tranquila, a jornada terminou sem chegar ao seu destino, sob uma chuva torrencial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;O ônibus, perto de Alto da Boa Vista, quebrou e teve que parar no meio da estrada para ser consertado. Os passageiros perderam algumas horas de viagem e ficaram esperando até que pudessem prosseguir. Há apenas uma ponte de madeira muito estreita de distância de seu destino, todos foram obrigados a voltar à cidade de onde tinha saído na última parada. Todos, exceto Jardel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Quando chegaram na ponte, o motorista não conseguiu atravessar com o ônibus, grande demais para a pinguela. Tentou sem os passageiros dentro do veículo, mas mesmo assim não obteve êxito. Enquanto os passageiros assistiam às tentativas frustradas do motorista, Jardel notou um policial que estava do outro lado da ponte. &lt;span class="Apple-tab-span"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Colocando em prática sua facilidade em se comunicar com estranhos e fazer amizade, mesmo que com policiais a paisana, pelos quais nutria certo desprezo, Jardel descobriu que este PM em particular estava indo para o mesmo lugar que ele. De carro. E ao contrario do motorista de seu ônibus, já tinha atravessado a ponte. Com uma pitada de sorte e aptidão natural para uma boa conversa, Jardel evitou perder um dia de viagem. Ao invés disso, ganhou uma carona e uma história para contar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Chegando em Alto da Boa Vista, foi o hotel Palace Boa Vista, um prédio de um andar com a fachada amarela, que primeiro hospedou Jardel. A proprietária do estabelecimento, uma senhora que todos chamavam Dona Cleo, ficou feliz que aquele jornalista da capital tivesse alugado um de seus quartos. Enchia-se de esperança ao saber que Posto da Mata ganhava atenção da imprensa matogrossense, e que talvez assim seus parentes e amigos não perderiam suas casas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Mas a estadia de Jardel na cidade não se prolongou muito. Ficou apenas quatro dias em Alto da Boa Vista, quando decidiu que era hora de percorrer os 30 Km restantes e  ir para a área de conflito: Posto da Mata, único núcleo urbano da reserva indígena Marawatsede, também chamada de Suiá Missú. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img src="http://media.tumblr.com/1f0784131d9cec77b2d150603b058bfe/tumblr_inline_mmjnraUvuI1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Assim como Truman, que ao chegar na isolada Holcomb chamou atenção com suas roupas extravagantes e seus modos teatrais, também Jardel foi a figura central dos holofotes de Posto da Mata. Os cabelos compridos e o dialeto urbano do rapaz não passaram despercebidos às pessoas da região. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Para ele, tudo era novidade naquele lugar. Mas para os moradores, Jardel trazia consigo a capital, seus modos diferentes e seu andar singular lembrava os cidadãos de Posto da Mata que o estado inteiro lhes prestava atenção. E era especialmente notado pelas adolescentes, que com ares humildes e olhares de uma infância há tempos perdida, seguiam o rapaz pelos arredores e lhe dirigiam a palavra sempre que possível. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Por mais novas que fossem, algumas apenas com 14 anos, já eram donas de suas próprias motos. E também queriam ser donas da própria vida, tornando-se mulheres independentes que um dia morariam na capital, longe daquele interior machista e injusto. Jardel era um meio pelo qual podiam sentir que este futuro estava mais próximo, por isso ousavam convidá-lo para passeios em represas afastadas. Algumas, mais tímidas, mas não menos atrevidas, pediam para as colegas perguntarem ao rapaz se tinham uma chance de provar seus beijos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Concentrado no trabalho, Jardel recusava os convites e lembrava as meninas de que ainda eram crianças. No que recebeu como resposta de que garotas novas sempre ficavam com homens já feitos. Não só era normal na região, como também era um dos traços culturais daquele povo que ia ganhando forma ao longo dos anos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;A vila isolada, a tristeza de seus moradores e a distância de seus parentes e amigos, no entanto, não passavam sem seus efeitos em Jardel. Com o tempo, sua melancolia ia aumentando, mesmo com a chegada de mais repórteres, seus amigos, à cidade. O ápice de seu descontentamento veio na segunda semana de viagem, quando o jornal onde trabalhava, ao invés de publicar a matéria que tinha escrito, colocou em seu lugar o texto de uma agência de notícias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois de discutir com seu editor de cidades, única pessoa na redação que o apoiava e ajudava, tomou sua decisão e mandou um email para a chefe de redação para informá-la do que tinha concluido. Em poucas palavras, transmitiu seu descontentamento com a situação e pediu demissão. O resto de sua estadia foi justificada por um free lance que estava fazendo para um site de Cuiabá, que lhe prometeu um bom pagamento pelas matérias diárias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;No entanto, este dinheiro só estaria em suas mãos quando chegasse novamente a capital. Sem recursos para manter-se em Posto da Mata, onde já era hospede de um dos moradores, Jardel decidiu voltar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os últimos dias, sem muitos acontecimentos notáveis, foram passados em uma tranquilidade idílica. Na maior parte do tempo, Jardel ficava acompanhado das crianças da vila, que o ensinaram a montar um boi e lhe perguntavam como era a vida em Cuiabá, ouvindo com olhos curiosos, mas rejeitando a prisão de concreto como modo de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/54672c59afa2d372047d5a37ad172196/tumblr_inline_mmjjknCvKl1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Entre idas e vindas, Truman Capote demorou seis anos para apurar todos os fatos e concluir sua reportagem, que mais tarde virou o livro “A sangue frio”. Obrigado a voltar de sua viagem, Jardel não teve condições de ver de novo aquele pedaço de terra e as pessoas que lhe foram hospitaleiras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Não concluiu sua reportagem, não chegou ao final de seus planos. Mas apesar de vazia, Posto da Mata continua no mesmo lugar. Sua história, na memória do repórter. O papel branco em sua frente pode um dia virar um grande trabalho, ou pode simplesmente terminar como mais uma bola de papel no lixo. E ser esquecido. Mas o futuro continua com uma porta aberta. E se depender de Jardel, será fechada com maestria. Afinal, sonhos não tem prazos, chefes e limites. E nem ele.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;img alt="image" src="http://media.tumblr.com/805b893be58375c8240b058ec1575c01/tumblr_inline_mmjjo6HUJO1qizsn8.jpg"/&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;(Primeiro encontro com os índios Xavantes, que por acaso eu também estava. Cuiabá, 2012).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50025759409</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50025759409</guid><pubDate>Thu, 09 May 2013 14:35:00 -0400</pubDate></item><item><title>Conflito de Suiá Missú, 2012.
Posto da Mata ou Estrela do...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/19759cac34d9eea416450b616ae23122/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/4d6fa77a470c606ad1ace0b51b324848/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/42408f551f9348a5da10ed2e1a0f8b19/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o3_r1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/e555414b292b33b52f4755cbbc430888/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/1df8740223ec00221125f9702326339f/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o5_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/6a4d3071ca515dcb57d41bbcc9b20a7e/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o6_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/3e2464976784eb87e6909f42c4ec94d8/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o7_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/a66af815f558cbe6d6b2189811ac9225/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o8_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/da8255412c583140e3ca9cf39a6d2878/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o9_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/756f8b15dd281dcd88a51c3ebcf830f7/tumblr_mmjncw83zC1qk1el2o10_500.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;Conflito de Suiá Missú, 2012.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Posto da Mata ou Estrela do Araguaia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fotos: Jardel Arruda.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50025509381</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/50025509381</guid><pubDate>Thu, 09 May 2013 14:29:00 -0400</pubDate></item><item><title>









Estava em um momento em que tinha de decidir com...</title><description>&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/e7d0bda93f2d903a0b788c678f9d16ef/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/72cabcb8e6ed62ecb3c37fec50669389/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/c7c384dfb0a2236ee2d083f27c930e63/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/9182ddc158dd1edf2c1ddf808bc7c419/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o4_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/f2b898f79a07349259a6e5f432639066/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o5_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/744afd48b0c98a5bcd90b062f47f7fb2/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o6_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/a9686194ea458391c5b8a807d8f648c1/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o7_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/fcc21899599ae2d886cd5cf36958d0fb/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o8_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/a82af91b1744ae267b1a5573895659e9/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o9_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/4ae924776c690a9e97b8b650f1d9fb7a/tumblr_mmig93zLoO1qk1el2o10_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;&lt;div class="_n8 _3qx fbPhotoSnowlift fbxPhoto uiLayer pagingActivated _3qw pagingReady" id="photos_snowlift"&gt;
&lt;div class="_n9"&gt;
&lt;div class="_n3"&gt;
&lt;div class="fbPhotoSnowliftContainer uiContextualLayerParent" data-ft='{"type":44}'&gt;
&lt;div class="clearfix fbPhotoSnowliftPopup"&gt;
&lt;div class="rhc photoUfiContainer pinnedUfi"&gt;
&lt;div class="uiScrollableArea rhcScroller fade uiScrollableAreaWithShadow contentAfter"&gt;
&lt;div class="uiScrollableAreaWrap scrollable"&gt;
&lt;div class="uiScrollableAreaBody"&gt;
&lt;div class="uiScrollableAreaContent"&gt;&lt;span class="fbPhotosPhotoCaption" data-ft='{"type":45}'&gt;&lt;span class="fbPhotosPhotoCaption" data-ft='{"type":45}'&gt;&lt;span class="hasCaption"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;div class="text_exposed_root text_exposed" id="id_518b0fc3481a83a18495177"&gt;Estava em um momento em que tinha de decidir com urgência como eu pagaria as minhas futuras contas que chegariam sem falta todo o mês. Pra mim, escrever sempre teve certo encanto. Não o processo da escrita em si, mas a criação, o poder de sair do papel ou da tela do computador e ir para onde der vontade. Antes de me decidir por jornalismo, achei que queria ser atriz, por poder “viver em outros mun&lt;span class="text_exposed_show"&gt;dos”. Mas parei e pensei: “sim, eu poderia ‘viver’” em “outros mundos”, mas não poderia criá-los. Então decidi o que eu queria desde o começo: escrever. Poderia fazer letras, o que não faria de mim uma escritora, mas alguém supostamente preparada para lecionar alunos desinteressados sobre aqueles que conseguiram o que eu queria. Mas não era isso o que eu queria. Então decidi fazer jornalismo, que apesar de não poder criar mundos, teria contato com o mundo em que vivemos diariamente, e com a escrita. E agora percebo que pra se escrever a gente não precisa de mundos novos, pois o nosso mundo tem torções e distorções suficientes para a cada momento pararmos e nos perguntarmos: “o que estamos fazendo?”. Tenho sempre aqueles meus mundos que criei comigo, mas sem querer ganhei mais um: o nosso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/49985689168</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/49985689168</guid><pubDate>Wed, 08 May 2013 22:58:15 -0400</pubDate></item><item><title>Zorro.</title><description>&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/6ed9ea89246c0955438e0b4b2f4d6bea/tumblr_mmhst374bm1qk1el2o1_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/ee3401932a076b60715092db93c400a9/tumblr_mmhst374bm1qk1el2o2_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://25.media.tumblr.com/a6d900b4c31eefb63cecd21dd0f2f24d/tumblr_mmhst374bm1qk1el2o3_500.jpg"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/d80074a48307bd0bf2eae39f3fab091e/tumblr_mmhst374bm1qk1el2o4_r1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;img src="http://24.media.tumblr.com/f3fde9f04afe7db049a05953d29fdb4a/tumblr_mmhst374bm1qk1el2o5_r1_500.png"/&gt;&lt;br/&gt; &lt;br/&gt;&lt;p&gt;Zorro.&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/49946822569</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/49946822569</guid><pubDate>Wed, 08 May 2013 14:31:00 -0400</pubDate></item><item><title>Ownn *-*
</title><description>&lt;p&gt;Ownn *-*&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img height="236" src="http://24.media.tumblr.com/d097c3e10c49e813aac5f9fb04612dc7/tumblr_mly6riqyWI1qdlh1io1_400.gif" width="400"/&gt;&lt;/p&gt;</description><link>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/49944361320</link><guid>http://stefaniemedeiros.tumblr.com/post/49944361320</guid><pubDate>Wed, 08 May 2013 13:47:43 -0400</pubDate><category>yorkie</category></item></channel></rss>
