Stéfanie Medeiros

"Sonhar é acordar-se pra dentro"
Mario Quintana

“I am learning every day to allow the space between where I am and where I want to be to inspire me and not terrify me.”

—   Tracee Ellis Ross  (via paperlover)

(Source: wordsthat-speak, via libraryshelves)

“Good things come to those who wait. But better things come to those who work for it.”

“My problem is that I fall in love with words, rather than actions. I fall in love with ideas and thoughts, instead of reality. And it will be the death of me.”

—   Unknown (via punksnouis)

(Source: roadtothesacred, via 69cupsoftea)

“I have lost and loved and won and cried myself to the person I am today.”

—   Charlotte Eriksson, Empty Roads & Broken Bottles; in search for The Great Perhaps (via handcraftedinvirginia)

(Source: wordsnquotes, via handcraftedinvirginia)

bookwormbabe89:

More books is all I want :D

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(via literatureismyutopia)

Livros da semana. #Feliz

Para 2015: Você está convidado para um casamento real

“A vida não é um romance literário. A verdade é que, a razão porque estes livros vendem tão bem – a razão do por que todo mundo ama estas obras – é porque a vida de ninguém é daquele jeito. Todos QUEREM que suas vidas sejam daquele jeito”.

É o que diz Mia Thermopolis, princesa de Genovia. Caso você nunca tenha ouvido falar deste país, não se preocupe: ele é fictício. Assim como a autora desta frase. Quem a escreveu na verdade foi a escritora Meg Cabot no livro “Princesa para sempre”, há exatos cinco anos.

Esta frase é do décimo volume da série “O diário da princesa”, que teve seu primeiro livro publicado há 14 anos. Desde então, dois filmes foram feitos baseado nas obras, embora nenhum com fidelidade à história. Quando da publicação do último livro, Meg Cabot afirmou que tanto ela, quanto Mia Thermopolis precisavam de um descanso.

E então, ninguém esperava mais da série – ou pelo menos a maioria conformou-se com a história como ela estava. Mia Thermopolis trouxe a democracia para Genovia anos depois de ter descoberto que era, na verdade, uma princesa, e não uma estudante “comum” de Nova York. Um detalhe para quem só assistiu aos filmes: O pai de Mia, Príncipe Philip, está muito bem vivo nos livros. E a jovem nova-yorkina só tornou-se herdeira do trono por conta da infertilidade adquirida do pai.

Os texto são leves, escritos – obviamente – em primeira pessoa e em forma de diários. Ao longo deles, vemos claramente o crescimento de uma jovem com acesso a educação e informações diversas. Começando aos 13 anos, com Mia vegetariana, militante, protetora dos animais, passando pelo primeiro beijo, pela primeira bebedeira, o primeiro amor, o primeiro namorado de verdade, a primeira vez, as amizades que se constroem e inimizades que se desfazem, a vinda de um novo irmão, padrasto… Ao longo destes 10 anos, foram muitas indas e vindas, aventuras e desventuras que os leitores passaram junto com Mia.


A que vos fala começou a ler a série há nove anos, com a mesma idade de Mia: 13. Desde então, sempre que ficava doente ou era internada (e isso não foram poucas vezes), eu colocava o pé em um balde com água quente (meu método de concentração do ensino médio) e visitava Nova York/Genovia. E agora, todos os fãs deste tipo de literatura recebem uma notícia: Em comemoração aos 15 anos de “Diário da Princesa”, fomos todos convidados para um casamento real.

Isso mesmo, princesa Mia está de volta. Só que agora, ao invés de um romance para adolescentes, o livro é direcionado ao público de jovens adultos, que, como a personagem principal, também cresceram. Mas os pré-adolescentes/adolescentes também foram incluídos nos novos planos, desta vez com uma nova personagem: Olivia, a irmã há muito tempo perdida de Mia Thermopolis.

Serão dois livros: “Casamento real” e “Dos diários de uma princesa do ensino fundamental”, ambos com lançamento previsto para o final do primeiro semestre de 2015. O site da Galera Record, editora que publica a série no Brasil, divulgou uma pequena sinopse de cada um deles: 

No romance adulto, Mia já está mais velha e aproveita seu noivado, mas os planos de casamentos são virados pelo avesso por um usurpador que tenta depor o pai de Mia do trono. Já o juvenil será centrado em uma nova personagem, Olivia Grace, uma estudante do ensino fundamental que descobre que é a meia-irmã há muito perdida de Mia. Como recém-descoberta descendente da família real de Genovia, Olivia narra em seus diários, como Mia, sua transição de civil para princesa.

O livro juvenil será ilustrado pela própria Meg Cabot, e já tem continuações engatilhadas. Assim, com estes dois livros e os YAs, teremos princesas para todos os gostos e idades!


Então, como uma das milhões de pessoas que acompanharam a série desde o início (sim, a série vendeu milhões de exemplares em diversos países e foi número um no The New York Times), a notícia não podia ter sido melhor. E é bom saber que, quando ficar doente, estiver frustrada ou cansada da vida, posso recorrer novamente ao balde com água quente e novos volumes do “Diário da Princesa”, porque a literatura, além de reflexão, vem como um antídoto para a monotonia do cotidiano.

A mediadora

E a Galera Record ainda tem mais uma notícia para 2015: "E para quem se animou com a notícia que Meg Cabot continuará a série O Diário da Princesa, prepare-se porque a série A Mediadora também terá continuação! No sétimo volume que narra as aventuras de Susannah Simon, novos desafios a esperam. A jovem está disposta a causar uma boa impressão em seu primeiro trabalho depois de se formar na faculdade. Isso, claro, sem deixar de sonhar em se tornar noiva de Jesse! Mas quando ela se depara com um crime antigo, velhos fantasmas e ex-namorados, parece que seu passado está decidido a voltar a assombrá-la".

Vencendo a batalha contra pálpebras caídas com “Tamanho 44 também não é gorda”

á era tarde da noite e, apesar de o livro ser do gênero “chick-lit” (literatura para meninas), eu olhava toda hora para a porta e janelas. Qualquer barulho me assustava. Isto aconteceu quando eu estava lendo “A sangue frio”, de Truman Capote. A diferença é que a obra em minhas mãos chamava-se “Tamanho 44 também não é gorda”, da rainha dos adolescentes e jovens adultos, Meg Cabot.

O título, obviamente, é uma ironia. A personagem principal, Heather Wells, foi uma cantora pop de shopping na adolescência (igual a Robin de “How I met your mother”), mas, quando ganhou uns quilinhos a mais, foi demitida da produtora musical. Sua mãe fugiu para a Argentina com um amante e todo o dinheiro de Heather. Seu pai está na prisão há 20 anos por sonegação de impostos. E agora, a heroína, aos 29 anos, trabalha em um alojamento da Faculdade de Nova York, conhecido como “alojamento da morte”.

Isto porque coisas estranhas acontecem neste lugar. Coisas que, querendo ou não, Heather sempre acaba envolvendo-se. Talvez eu deva mencionar antes de qualquer coisa que “Tamanho 44 também não é gorda” é o segundo livro da série de mistérios de Heather Wells. O primeiro, chamado “Tamanho 42 não é gorda”, mostra a heroína indo atrás de um assassino que ninguém acredita que existe. Já neste segundo romance, todos sabem que tem um assassino a solta. Mas todos estão fazendo as perguntas erradas para as pessoas erradas, exceto por Wells. E isto a coloca em uma situação de vida ou morte – mais uma vez.

A história, como a maioria dos livros de Meg Cabot, é narrada em primeira pessoa. E é exatamente isto que dá leveza e o tom cômico à obra. Cabeças decapitadas, ossos no triturador de lixo e uma rede de tráfico de drogas dentro da faculdade são coisas geralmente pesadas e, diga-se de passagem, meio assustadoras. Mas sob os olhos de Heather, os mistérios são resolvidos com um “quê” de sarcasmo e bom humor. 

São através de livros como este (cito ainda o livro - e seriado - “Sex and the city”, de Candace Buchnell), que Nova York ganha seu apelo mundial para públicos de todas as idades. Mesmo não sendo sobre a cidade em si, é impossível não se imaginar no lugar de Heather com a maior metrópole do mundo coberta de neve, tomando um café moca na star bucks ou pegando um begal com cream chesse e bacon logo pela manhã.

Já na capa do livro, é dito sem rodeios: “É para os fans de chick lit”. Sinceramente, eu vejo essa classificação como uma forma de a arrogância literária diminuir o valor da obra. Não estou falando que é um Capote ou Dostoievski, longe de mim. Porém, como disse a escritora Tracy Chavelier, “É raro um livro que vence a batalha contra pálpebras caídas”. E desculpe-me a literatura universal, mas isso nunca aconteceu com “Crime e Castigo”