Querida Stéfanie balzaquiana

Cartas ao meu "eu" de trinta anos.

Porque assim, a feiticeira Ayla precisa de dinheiro pra saldar uma dívida e comprar um cachorro.
@arrudajardel  e bicho escrevendo o próximo clássico da literatura universal.
A raposinha do @alexandrecervi  e @biancapoppi mudou-se pra redação do @olharconceito !
A raposinha do @alexandrecervi  e @biancapoppi  mudou-se pra redaçao do @olharconceito

“Writers have big egos. That’s the only way you continue in the face of all those rejection slips. You’ve got a thick skin and you don’t bleed maybe as much because of it. When somebody sends back a story and says, “I’m sending this back because the characterization seems wrong to me and it seems like you’ve gone off the rails at Points A and B,” you file the rejection slip….
You read the rejections, the personal letters that explain why they didn’t take the story, although they might say something good about it and part of you inside says, “Well, they were wrong.” Also, if you read a lot of stuff and you know in your heart that you write better than some of the crap that comes out you say, “Well, if I’m doing better than this and this is published, then it’s just a question of continuing to flog the things around until they find a home.”

—   Stephen King (via writingquotes)
Vendo qual a boa nas redes sociais.

Quando escritores morrem, eles tornam-se livros, o que, no final das contas, não é uma encarnação ruim.

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When writers die they become books, which is, after all, not too bad an incarnation.

—   Jorge Luis Borges (via observando)

(via wenchingwithshakespeare)

Cuiabania reúne-se na Casa Barão de Melgaço para receber novo imortal, Ivens Cuiabano Scaff; Veja fotos (Por Stéfanie Medeiros)

(Matéria publicada no Olhar Conceito. Para acessar, clique AQUI)

Muitas figuras icônicas já passaram por aqueles salões. Pela quantidade de pessoas de salto alto, vestidos, batons vermelhos, ternos e gravatas, dava pra ver que era uma celebração. E quando a música “casa de bem bem”, de Vera e Zuleica, interpretada em um piano, começou a ecoar pela Casa Barão de Melgaço, logo se descobria o que estava acontecendo. E não era qualquer piano. Era o piano restaurado da imortal Dunga Rodrigues. “Eu tenho orgulho de ser um Cuiabano”, cantávamos de cabeça, acompanhando a melodia. 

Leia mais: Com posse marcada para esta terça, novo imortal da AML é “Cuiabano” de corpo, alma e nome

E então, ainda ao som do piano de Dunga, os imortais com seus pelerines azuis, brasão da Academia Mato-Grossense de Letras bordado na lapela, foram um a um ocupando suas cadeiras no palanque montado para a ocasião. Foram também chamados para compor a mesa de honra Guilherme Maluf, representando a Assembléia Legislativa, o secretario adjunto de cultura, José Paulo Mota Traven, a secretaria de estado de cultura, Janete Riva, Vinícius Carvalho, representando o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e, representando a imortal Maria de Arruda Muller, Helena Muller de Abreu Lima.

E então, o homenageado da noite, aquele que logo também se tornaria um imortal, foi chamado para ocupar o lugar central na mesa de honra, ao lado do presidente da AML, Eduardo Mahon. Todos ficaram de pé e aplaudiram. Ivens Cuiabano Scaff, a personalização do “Eu tenho orgulho de ser um cuiabano”, entrou sorrindo, cumprimentando a todos com o seu jeito humilde e carismático. Até mesmo os mais fortes tiveram que engolir o choro.

Sentando na mesa, Ivens assinou o livro de posse, tornando-se oficialmente um membro da AML. Logo após, recebeu das mãos de Mahon seu diploma de imortal. E então foi a vez de Marília de Figueiredo fazer seu discurso sobre Ivens Cuiabano Scaff. Com sua voz forte e tom assertivo, Marília fez o percurso pela obra de Ivens, lendo por vez ou outra um trecho de um de seus livros. Estes versos, lidos em voz alta, deixavam seu suporte físico e entravam na alma de todos os presentes.

A emoção e sentimentalismo da cerimônia eram palpáveis. Elas emanavam de Ivens, sempre sorrindo e segurando as lágrimas, e cobriam cada um dos convidados, tal qual o pelerine azul dos acadêmicos. Na platéia, todos os olhos brilhavam e, por vezes, uma lágrima escorria. E em todos víamos uma imagem refletida: a de Ivens.

Em seu discurso, feito logo depois do de Marília, Ivens contou histórias sobre aquela que ocupou a cadeira sete antes dele: Maria de Arruda Muller. Dona Maria, como ela a chama, era sua paciente. Quando Ivens a atendia, os dois passavam as horas conversando sobre os mais variados assuntos. A senhorazinha de aparência autera era, na verdade, uma mulher com pensamento de vanguarda e mente aberta, a frente de seu tempo.

E lembrando seus poetas favoritos, pedindo a benção de imortais e literatos de Mato Grosso e desejando sorte a nova geração, Ivens encerrou seu discurso. Eduardo Mahon, encerrando a cerimônia de posse, convidou todos os presentes para o buffet. A casa Barão de Melgaço estava em festa. Afinal, não é todos os dias que um cuiabano torna-se imortal. Mas nesta terça-feira (25), não era qualquer cuiabano, mas sim Ivens Cuiabano Scaff, ocupante da cadeira 7.

Nesta quinta-feira (27), a Tv Conceito irá divulgar o discurso de posse de Ivens Cuiabano Scaff na íntegra.

(Foto: Thiago de Oliveira)